#Vídeo: pegando carona num foguete espacial da NASA

Achou curioso o título do post, né? Mas é isso mesmo que queremos compartilhar com vocês hoje. Exploração Espacial.

Porque abordamos este tema, se nada tem a ver com design gráfico ou branding? Porque além de fantástico este vídeo é inspirador. Se pararmos para pensar que até poucas décadas atrás era supostamente impossível ou improvável uma viagem para fora da órbita da Terra, vemos o quão desafiador e inovador foi torná-la possível.

Num rápido paralelo com branding, é sabido que um dos fatores cruciais que levam as pessoas a acreditar em uma causa é a identificação com um propósito. E nesse contexto, trabalhar a história de uma marca, imergindo em sua essência, traduzindo e humanizando seus valores e premissas, de certa forma (é claro, guardadas as devidas proporções), é comparável a uma exploração no espaço. É necessário muito planejamento, pesquisa aprofundada, uma equipe profissional multidisciplinar e uma visão holística e abrangente do ambiente a ser explorado. E tão importante quanto isso é manter a mesma unidade e conduta com a tripulação (stakeholders) em caso de turbulências nessa missão de reconhecimento e validação de identidade da marca. O alinhamento entre o discurso e as atitudes da marca, na prática, é o que vai garantir uma mensagem coesa e relevante, e a consequência natural é a maior identificação e lealdade dos consumidores.

Mas, voltando ao vídeo da NASA... Aumente o som.

 Cabo Canaveral, 8 de junho de 2011. 
O lançamento do ônibus espacial Atlantis marcou o fim do programa de exploração espacial da NASA, pelo menos pelos próximos anos. O vídeo a seguir nos dá uma perspectiva absolutamente incrível de uma viagem para fora da órbita da Terra, de uma maneira nunca antes captada em imagens.

 Imagem do ônibus espacial rompendo a barreira do som.

Imagem do ônibus espacial rompendo a barreira do som.

Este filme será um bônus que vai integrar uma edição especial em DVD e Blu-ray do documentário da NASA "Ascent". E embora muitas imagens e vídeos incríveis de lançamentos de foguetes espaciais já tenham sido divulgados, este se destaca. É um passeio de imagens em alta definição a bordo de um propulsor a até uma altura de 150.000 pés (onde se desacopla do ônibus espacial), e retorna para a superfície terrestre através da atmosfera escaldante.

Graças ao pessoal do Estúdio Skywalker Sound, que fez a masterização do som, é possível ouvir nitidamente como o foguete decola, atinge a pressão dinâmica máxima, quebra a barreira do som em torno de 1:12 min, e depois continua acelerando em direção ao espaço. (Note o velocímetro em milhas no canto direito superior do vídeo). Toda a captação e reprodução do som foram reais. 

Highlights

  • O ângulo de visão das câmeras ajuda a entender o momento de quebra da barreira do som.
  • Uma vez que o foguete atingiu a altitude adequada, os propulsore e seus equipamentos de câmera acoplada são descartados, e começam sua descida de volta para a Terra.
  • No final, os propulsores fazem um pouso não muito macio na água, auxiliados por alguns pára-quedas.
  • O vídeo vai chegando ao fim e então vemos o segundo propulsor aterrissando no mar a uma certa distância do primeiro, mas, felizmente, ainda dentro do quadro.
  • O vídeo vai chegando ao fim e então vemos o segundo propulsor aterrissando no mar a uma certa distância do primeiro, mas, felizmente, ainda dentro do quadro.

É realmente um vídeo incrível, a perspectiva da filmagem pela lateral do foguete durante todo o percurso até mergulhar no mar é emocionante. Para nós "reles mortais" que provavelmente nunca teremos a oportunidade de fazer um vôo SpaceX pela Virgin Intergalactic no futuro, esta filmagem pode ser o mais próximo que chegaremos de um lançamento real. Enjoy the ride!

 

Posted on August 6, 2013 .

Entenda melhor o que é #gamification

Na semana passada, o portal da Revista Proxxima publicou um Especial sobre Gamification. Foram ao todo 05 vídeo-reportagens  analisando o mercado de agências, clientes, redes sociais, universo mobile e startups.

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Como o tema é de grande relevância para as estratégias de marketing das marcas, nós achamos importante abordar também este tema, tão em voga ultimamente mas ainda visto com  desconfiança pelos empresários e gestores de marca.

Num primeiro momento é preciso entender melhor o conceito de Gamification, ou Gamificação, como alguns já chamam aqui em terras tupiniquins. É uma ferramenta de marketing relativamente nova por aqui, mas que nos Estados Unidos e em parte da Europa já é utilizada há quase 01 década, com resultados expressivos em engajamento e fidelidade de marca.

Gamification basicamente é utilizar as técnicas e elementos de design do mundo dos games para auxiliar empresas e marcas a resolverem problemas do mundo real. Mas como assim? Como os jogos de videogame podem ajudar as empresas e ainda divertir e engajar os usuários?

Vamos a um exemplo prático. Nike Plus. A lendária fabricante de tênis do Oregon – EUA, assistia atônita sua curvas de vendas estagnar e a concorrência deitar e rolar no mercado. É um problema e tanto, não acham? Pois é, depois de muitas pesquisas sobre hábitos de consumo de seus diversos públicos, o pessoal do marketing da Nike identificou que o filão de calçados de corrida estava em baixa. Posto isso, começou a procurar alternativas para criar laços mais fortes com este público e então; voilá! Que tal criar uma plataforma gamificada com estratégias de engajamento agressivas, desenvolvimento de um acessório para os tênis e um sistema que integra e categoriza todas as informações dos usuários, estimulando a prática da corrida com uma saudável dose de competitividade? Genial! Assim surgiu o produto revolucionário que tirou a Nike de uma grande encrenca.

É claro que Gamification não é sempre igual, porque os problemas e as necessidades não são sempre iguais, logo, não tem mistério, é preciso ter dados detalhados do consumidor, conhecer a fundo suas necessidades, gostos e hábitos. Enfim, o marketing tem que fazer a lição de casa. Outra coisa, Gamification não salva produtos e serviços ruins, e nem empresas que não aliam o discurso corporativo com a realidade das vendas.

Como nosso mercado é muito conservador ainda, temos poucos cases bem sucedidos utilizando estratégias gamificadas por aqui, mas a mindset já está começando a mudar e quanto mais debatermos e profissionalizarmos o mercado, em breve brotarão histórias de sucesso de marcas nacionais.

Mas voltando ao Especial da Proxxima, compilamos os vídeos abaixo para você poderem entender um pouco mais dessa promissora tendência do marketing digital.

Enjoy!

Posted on July 29, 2013 .

O caso Friboi e a difícil arte de diferenciar commodities

Você chega apressado no setor de carnes de um hipermercado para buscar o pedido de sua esposa para o almoço de domingo ou para levar aquela famosa peça de picanha para seu amigo churrasqueiro. Quem nunca?

Nessa hora você nunca sabe muito bem como escolher. Peço para o funcionário cortar ou compro a embalagem já embalada do balcão? Será que dá para confiar na procedência desse bife?  São perguntas difíceis de responder...

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Vamos a um rápido flashback para contextualizar. Antigamente a experiência do consumidor na hora de comprar carne bovina era bem diferente. Quem tem mais de 40 anos vai lembrar que as famílias geralmente procuravam os estabelecimentos de bairro, aqueles onde conheciam os açougueiros pelo nome, e que às vezes nos tempos de vacas magras, aceitavam marcar os pedidos no caderninho de fiados para pagar depois.

Não haviam hipermercados, nem muito menos casas de carne gourmet como vemos hoje, e a expertise do açougueiro-amigo era muito respeitada. Era este profissional que garantia se a procedência da carne era de confiança.

Os tempos mudaram e os hábitos de consumo também. Surgiram os shopping centers e com eles as grandes redes varejistas de supermercado apostaram em um modelo de negócios diferente, com lojas amplas e enorme variedade de produtos, inclusive carne. Eram os hipermercados, que com a promessa de preço baixo e qualidade foram liquidando pouco a pouco os açougues de bairro e das feiras livres, e mudaram drasticamente a forma como as pessoas compram carne.

Neste cenário preliminar massificado do produto carne bovina fresca haviam poucas marcas, e quase nada de propaganda. Mas conforme os hipermercados se multiplicaram, o consumo de carnes processadas e congeladas também cresceu, forçando a profissionalização do setor e consequentemente das empresas frigoríficas.

As carnes então passaram a ser comercializadas já cortadas e refrigeradas, e houve uma mudança de mentalidade por parte dos consumidores, que já não recorrem especificamente ao açougueiro para comprar.

 De olho no aumento do consumo de carne proporcionado pelo crescimento econômico e empoderamento da base da pirâmide, as grandes marcas sentiram a necessidade de trabalhar a diferenciação para continuar aumentando as vendas. Mas como fazer isso em mercados comoditizados como o de carne bovina? Boa pergunta. E a resposta está na associação de uma abrangente pesquisa de marketing e uma estratégia massiva de branding e comunicação de marca. Mas esse caminho também pode ser muito perigoso, entenda por quê.

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Recentemente a Friboi, marca de propriedade da gigante global JBS, contratou a agência Lew’Lara/TBWA para criar uma grande campanha de comunicação e ajudar os consumidores a escolher carne de marca; Friboi, obviamente. Escolheram como estrela para os comerciais da marca o ator global Tony Ramos, que em várias aparições ressalta para o consumidor a importância de pedir carne de qualidade e procedência.

A veiculação ocorre na internet, TV, mídia  impressa, rádio e no PDV. A frequência e a verba são altas, visto que o objetivo é gerar awareness, e com pouco dinheiro é impossível fazer uma campanha desta magnitude.

O fato é que, mesmo com um ator de renome como o Tony Ramos e uma campanha milionária em curso, a Friboi não previu 03 fatores cruciais: a viralização negativa da marca, o mindset de consumo de carne e a qualidade do processo. Vejam:

1.  A campanha a da Friboi virou meme
Na internet, as brincadeiras vão desde zumbis perguntando se a carne da vítima é Friboi até tuítes de pessoas zombando com medo de que o ator global apareça em suas geladeiras. Nas redes sociais a piada ganhou força e a imagem da marca acabou ficando exposta ao ridículo, prejudicando as vendas, a imagem de marca e a reputação.

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2. O hábito de consumo do brasileiro mudou com o fim dos açougues de bairro
Na hora de comprar carne a maioria dos consumidores não necessita do auxílio do açougueiro. Os hipermercados são grandes e as pessoas tem pressa de fazer suas compras, incluindo a escolha da carne. A preferência é por produtos já dispostos nos refrigeradores em cortes específicos, já pesados e embalados com preço. É mais prático, rápido e como a carne é congelada, não haverá problema com o demorado trajeto até a geladeira de casa. No caso da carne fresca, a temperatura, o manuseio e o tempo de transporte podem trazer contaminação e prejudicar a qualidade e a durabilidade do produto.

3. Processo de produção - um tema delicado
Como o processo de abate bovino é muito polêmico e emocionalmente desagradável, o consumidor de carne bovina evita temas como: de onde a carne vem, como funciona a cadeia produtiva, etc. Ele se preocupa mais com o preço, o aspecto visual da carne e o carimbo do SIF (órgão nacional responsável pelas licenças das empresas frigoríficas), por isso não dá preferência e dificilmente possui fidelidade de marca. Além disso, a Friboi está sendo processada por consumidores que alegam ter comprado produtos de má qualidade e até com vermes.

Em resumo, não é uma tarefa fácil diferenciar produtos comoditizados. Requer tempo, pesquisa aprofundada dos hábitos de consumo e o expertise de profissionais de marketing e branding.

E você, costuma comprar carne de marca? Comente!

 

Documentário - Processo Criativo

 Processo Criativo é um documentário experimental de 2011 produzido pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ele analisa a correlação entre as etapas de criação para artes plásticas, design e propaganda.

O documentário, em formato de entrevistas, aborda diferentes personalidades do mercado artístico contemporâneo carioca, como os artistas Carlos di Celio "Russo", Cadu Costa, Charles Watson, Felipe Taborda, Heleno Bernardi e Maria Nepomuceno. Através de suas opiniões procura-se entender as dinâmicas envolvidas em cada uma das três áreas, como se configuram os contextos de criação, o que diferencia a criação entre uma e outra área, ou se os processos se tornam relevantes para o produto final.

Em um segundo nível busca-se apresentar o processo criativo pessoal de cada um dos entrevistados da maneira como ele normalmente ocorre. Seus percursos, os aspectos levados em consideração e a maneira com que se relacionam com os projetos que fazem.

Posted on July 20, 2013 and filed under Vídeos.

Transformando Consumidores em Evangelizadores em 04 passos

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PARA QUE UMA MARCA CRESÇA E FORME REPUTAÇÃO é fundamental que ela entenda o que seu público considera significativo, e se conecte com estas pessoas, criando uma relação de empatia e alegria da qual elas não podem viver sem; e principalmente acreditar em seus colaboradores.

Todos os dias, vemos sinais claros de que fazer negócios atualmente está muito mais complexo. O desenvolvimento econômico mundial continua lento, a uma taxa de apenas 2,4% no primeiro trimestre de 2013, e as constantes injeções de capital nas empresas são comuns.

Isso significa que, para manter o market share e a rentabilidade, os empresários devem procurar continuamente maneiras diferentes e inovadoras de envolver seus consumidores. Estas são preocupações reais, racionais para qualquer organização. São indicadores de como o negócio está em termos de performance, e não sua razão de existência.

Negócios são criados PARA as pessoas.

Não se esqueça das pessoas. Elas têm desejos emocionais reais que as empresas precisam conhecer intimamente. Não importa se seu negócio é B2B ou B2C; sem pessoas você não teria indicadores para monitorar nada. A única maneira de conhecer as pessoas que, no final, são os drivers originais de suas decisões de negócio, é gastar tempo com eles. Isso significa que todos eles - os heavy users, os influenciadores, os compradores e os formadores de opinião. Entender de verdade essas pessoas vai ajudar a revelar uma visão para a sua marca que os novos consumidores também vão querer fazer parte. A forma como essa visão “ganha vida” é onde a mágica acontece.

As melhores e mais estratégicas empresas da atualidade se preocupam muito com as necessidades e desejos das pessoas. Embutindo de maneira honesta e aberta estas aspirações no comportamento de suas marcas, estas empresas projetam experiências que levam em conta os sentimentos dos consumidores a cada contato. Além disso, elas entendem que sentimentos são mais profundos do que emoções – porque sentimentos são viscerais. São este sentimentos que levam as pessoas a escolher, comprar, usar e compartilhar - na loja, no online, em casa e com os amigos.

Para ampliar suas relações com os consumidores de forma sustentável, é fundamental que você esclareça e compreenda todas as nuances do que sua marca representa. Para isso, identificamos quatro boas práticas para ajudar a transformar o seu negócio em uma marca que as pessoas vão amar.

1. Seja pessoal: por que seu PRODUTO É IMPORTANTE PARA OS USUÁRIOS?
A missão e a visão de negócios da sua marca deve estar enraizada em insights profundos sobre o público que você quer alcançar, estabelecidos pela aprendizagem em primeira mão sobre quem eles são e o que desejam.

Quando uma empresa dá início a seus modelos de negócio, as perguntas iniciais são geralmente "O que vamos fazer?" ou "Por quem?" e "Como?". Os "o quês" e "comos" tendem a vir em primeiro lugar. Isso porque muitas empresas entendem que, se tem um grande produto ou uma ideia de serviço, conseguem encontrar um segmento de mercado que pode se beneficiar - e então elas começam a empurrar seu produto para essas pessoas.

Comece pensando por que
as pessoas precisam de seu produto.

 Mas se você começar pensando porque as pessoas precisam de seu produto e porque seu produto vai - ou deveria – ser importante em suas vidas, você tem uma chance muito melhor de se conectar com as pessoas nos momentos certos. Você será capaz de chegar até eles de maneira mais significativa, e em um nível mais intuitivo - de uma forma menos racional e menos apelativa.

O site BuzzFeed, por exemplo, entende que seus leitores não são unidimensionais. As pessoas lêem e compartilham conteúdo bobo sobre gatinhos quando estão entediadas no trabalho ou quando precisam de um tempo. São as mesmas pessoas que também estão interessadas  em notícias globais e eventos culturais. Em resposta, o BuzzFeed mudou sua estrutura no ano passado para atender aos interesses dos seus leitores. Agora ele oferece todo tipo de conteúdo, de política a esportes e música, mas ainda inclui listas tolas e vídeos. A evolução do BuzzFeed reflete todas as diferentes facetas de seu público. Como resultado, atualmente possui mais de 25 milhões de visitantes únicos mensais.

2. SEJA ESPERTO: desenvolva a lealdade
Conectar-se com o público não é apenas conhecer as necessidades das pessoas e ter um produto que atenda a essas necessidades. As empresas devem também considerar como os consumidores se envolvem com sua marca em todos os pontos de contato. Se você pensar como uma empresa de serviços e visualizar toda a experiência, fica mais fácil descobrir o que tem maior impacto nos seus clientes e ainda promover seus objetivos de negócio.

A Rakuten, varejista on-line líder no Japão, entendeu que o caminho para alcançar o sucesso foi o desenvolver a lealdade, não só com os seus compradores online, mas também com seus comerciantes. Ela fez isso elaborando um ecossistema único que interliga todas as partes. A Rakuten capacita seus comerciantes a interagir diretamente com os consumidores e entender melhor suas necessidades. Os clientes mais assíduos ganham pontos de fidelidade que podem ser trocados no site, o que garante a volta dos clientes para novas compras e reforça ainda mais o ecossistema.

Ser inteligente, com pontos de contato significativos que constroem lealdade para comerciantes e compradores, trouxe uma receita exponencial para a Rakuten e um lucro em 2012-2013 de mais de 20%, ajudando a alimentar sua forte expansão global por meio de aquisições, como a Buy.com e Play.com.

3. ENTUSIASME AS PESSOAS: nunca pare de evoluir
Crie experiências com momentos simples e alegres que as pessoas não podem viver sem. E não pare por aí – continue impressionando as pessoas. A natureza visceral dos sentimentos significa que as pessoas podem não perceber quando ou por que elas estão perdendo a paixão pela sua marca. Elas simplesmente se vão. Para impedir que isso aconteça, você deve sempre inovar e encontrar outras maneiras de se conectar com elas.

4. SEJA VOCÊ MESMO: não se esqueça de seus funcionários
Sua visão de marca não para depois de definida - você tem que trazê-la à vida. Quantas vezes você já leu em alguma página “Sobre Nós” do site de alguma empresa, que ela está focada nas pessoas? A maneira como uma empresa cresce e se comporta em sua cadeia de valor, muitas vezes dá a impressão de ela está deixando as pessoas de lado e concentrando-se principalmente no aumento do desempenho financeiro - elas simplesmente esquecem o que elas representam. Por quê?

As empresas frequentemente negligenciam as próprias pessoas envolvidas em ajudá-las a alcançar a sua visão: os colaboradores. Essas pessoas devem não só entender a sua visão, mas também precisam acreditar nela - e vivenciá-la no dia-a-dia. Não pense neles como empregados, mas como o ponto de contato mais importante da sua marca no mundo. Este é o primeiro passo para criar uma cultura que incorpora a sua marca. Em seguida, os funcionários vão nutrir a marca de dentro para fora.

A empresa líder mundial em negócios ambientalmente responsáveis, Patagonia, vive sua filosofia de "consumir menos, mas consumir melhor." A visão da Patagônia não é comunicada em uma abordagem top-down. Ela é atingida, em vez disso, por meio do consenso de seus funcionários durante todos os fóruns da empresa. Os funcionários são cuidadosamente escolhidos e contratados para a personificação da cultura da empresa e sua filosofia ambiental, mas não para por aí. Os programas de benefícios a empregados na Patagônia são destinados a construir uma comunidade de trabalho, permitindo que a empresa unifique sua mensagem de marca e atinja o seu objetivo, uma vez que continua a crescer como um negócio rentável.

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Independentemente das complexidades externas acontecendo na economia global, você deve manter-se fiel à visão que você tem para a sua marca. Seguindo essas práticas, você vai criar um negócio mais inteligente e mais humano, que se destaca do resto por meio de pequenas interações que, quando somadas ao longo do tempo, vão fazer com que as pessoas criem laços fortes com a sua marca.

* Original extraído e adaptado da Revista Fast Company.

 

Posted on July 17, 2013 and filed under artigos.

Existe uma definição científica para "Design"?

Parece uma afirmação estapafúrdia, mas para dois acadêmicos da Universidade British Columbia, no Canadá isso é motivo para uma tese de defesa de mestrado. Será que eles tiveram sucesso?

O que é o design? O que o torna diferente da arte, ciência ou engenharia? Nós, designers pensamos dezenas de vezes por dia o que é ou não é "design". É uma análise subjetiva ou uma definição formal? O famoso designer de móveis Charles Eames deu uma série de respostas para esta questão em 1972 (vídeo abaixo). Agora, um par de acadêmicos canadenses tomaram o caminho oposto: Eles tentaram formular analiticamente uma definição rigorosa de um "conceito de design." Será que devemos levar a sério?

Paul Ralph estava preparando sua dissertação de doutorado sobre "a natureza do design de software", (clique para ler a tese na íntegra) quando seu orientador de tese, Yair Wand, sugeriu que ele "definisse claramente o que entende por projeto, e que era uma boa maneira de começar". Com uma graduação em ciência da computação ele ficou frustrado pois nenhum dos cursos de 'design' tinha nada a ver com projeto. Designers em muitas disciplinas, especialmente no desenvolvimento de software, sofrem de equívocos comuns sobre a natureza do seu trabalho, e explorar o significado do design pode ajudar.

A tese de Ralph é de leitura densa, porque combate de frente pressupostos comuns sobre o que a prática do design é. Um levantamento inicial da literatura acadêmica mostrou que "design" pode envolver qualquer otimização de processos e identificação de requisitos para a criação de artefatos a análise de sistemas. Depois de peneirar e criticar todo esse pensamento confuso, os autores chegaram à seguinte definição:

DESIGN: (substantivo) é a especificação de um objeto, que se manifesta por algum agente, que visa atingir os objetivos, em um ambiente particular, usando um conjunto de componentes primários, satisfazendo um conjunto de requisitos, sujeitos a algumas restrições.

Isso soa meio sem nexo, mas cada pedaço dessa definição foi cuidadosamente escolhida para incluir certas coisas e excluir outras. Por exemplo, "especificação de um objetivo" significa que a saída do "design" não é necessariamente uma coisa física, embora possa ser, e é, no entanto, sempre "uma descrição detalhada de um objeto, em termos da sua estrutura, componentes utilizados e as suas conexões. Isso quase chega ao âmago do "design" em si.

Os outros conceitos como "componentes primitivos" (os materiais físicos básicos ou elementos abstratos de que um projeto é constituído) e "Meio Ambiente" (um projeto situa-se sempre em um contexto específico) também são dignos de nota. Mas e o design de moda, que muitas vezes só tem "objetivos" no sentido estético, se qualifica nesta seara? E na gastronomia? Será um prato novo desenvolvido por um chef pode ser considerado um “projeto de design"?

E, no final, o que é bom? "Designers não precisam de uma definição clara de um projeto para serem eficazes, assim como a mecânica não precisa de uma definição clara de motor", Ralph admite. Provavelmente a definição formal e científica só será utilizada por pesquisadores que estudam design. Não será nem ruim nem inútil, assim como conceitos acadêmicos de sociologia e antropologia também não o são.

Curiosamente, Ralph e Wand tinham a intenção de que sua definição fosse útil "no mundo real" para os designers de software. Os desenvolvedores muitas vezes são consultados para estimarem o custo de desenvolvimento de um sistema, mas as estimativas são muitas vezes imprecisas. "A definição [do projeto] por exemplo, é útil para os desenvolvedores, para explicar por que não podem fornecer estimativas mais precisas, ou seja, o meio ambiente, objetivos, requisitos, restrições, ou os recursos primários não são claros no momento em que a estimativa de custo é necessária. Em outras palavras, a construção de softwares não é como a construção de pontes.

Ralph e Wand admitem plenamente que a definição proposta não é, assim, definitiva... É uma experiência útil? Acho que sim. De qualquer forma, a definição de projeto de design pode ser considerada fundamentalmente quixotesca e vaga, mas, se alguém é capaz de apreciar seu valor intrínseco, este alguém é o designer.

E você, o que acha deste estudo mais formal da nossa atividade? Acredita que vai ajudar a identificar melhor o papel do designer? Comente!

Posted on July 9, 2013 .