Dados inteligentes = marcas socialmente conscientes

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"Big Data" e "Social Good" podem se tornar o yin e yang das marcas mais bem-sucedidas no futuro. Ambos os termos já são importantes componentes nas estratégias de marketing atuais, mas geralmente não são pensados como parceirosPorém isso está mudando. 

crescente expectativa de que as marcas tragacontribuições significativas para o mundo pressiona o marketing a encontrar formas rentáveis de fazer o bem. As causas escolhidas devem estar alinhadas com o ethos da marca e perfeitamente amarradas com seu modelo de negócios. 

Como encontrar essas pérolas raras? A resposta está, em parte, nos dados. 

De acordo com relatórios da indústria, cerca de 2,5 quintilhões de bytes de dados são criados diariamente. Eles capturam atitudes, escolhas e interações que atravessam categorias, países e aspectos demográficosTendo como fator catalisador as tecnologias móveis, as indústrias de mídia e de publicidade já estão aproveitando essa proliferação de informações para maximizar o alcance e otimizar mensagens. 

Mas o poder que estes dados oferecem às empresas é consideravelmente maior. Uma abundância de informação "em tempo real" pode explicar um comportamento através da modelagem, reconhecimento de padrões e algoritmos de previsão. A análise destes dados está abrindo novas portas, permitindo que marcas e empresas colaborem mais do que nunca em projetos ambiciosos e inovadores. 

Nos últimos anos, organizações como a Data-Pop Alliance e DataLook surgiram para decupar dados para o bem social. Marquis Cabrera escreveu no ano passado sobre a colaboração entre a ONU e 500 startups para investir em Big Data para o bem social. Um exemplo é o Glow, um aplicativo comercial que usa dados preditivos para dar às mulheres percepções de saúde reprodutiva a auxiliá-lasou não, a engravidar. Outra iniciativa é estudo Smarter Canadian Health da IBM, que agrega milhões de elementos de dados de monitores em UTIs neonatais para identificar sinais e alertas de infecções de recém-nascidos indetectáveis aos médicos. 

Atualmente poucas empresas e organizações estão ativamente envolvidas em inovação social orientada a dados, mas há uma tendência de aumento em cursoAs experiências acumuladas até agora trazem à luz três oportunidades complementares: 

Dados para identificação de oportunidades de ação ou engajamento. Por exemplo, o Google está utilizando suas ferramentas de busca para ajudar marcas de jogos e entidades sem fins lucrativos  para causas específicas. E os dados de escuta social ajudaram a AT&a identificar a necessidade de criar uma plataforma de comunicação para atender ao crescente número de motoristas que desejam enviar mensagens de texto enquanto dirigem. 

Inteligência orientada a dados (muitas vezes open source) para informar inovações. A Panasonic, em colaboração com 11 parceiros criou a Cidade Inteligente e Sustentável Fujisawanos arredores de Tóquio. Um exemplo emocionante. Quando a cidade foi inaugurada em 2014, o seu centro comunitário imediatamente começou a coletar dados para avaliar o potencial sinérgico de várias tecnologias de baixa emissão de carbono em tempo real. O objetivo é gerar melhores modelos preditivos para projetar e construir as cidades sustentáveis do futuro. Panasonic enxerga este investimento como o melhor meio para ficar à frente da curva, ao mesmo tempo que constrói uma boa reputação por design sustentável.

Análise de dados para fazer Benchmark e mensurar impactos. Em Bhopal, na Índia, o Panna Tiger Reserve está usando drones para detectar caçadores fora-da-leiOs dados têaumentado a eficácia nos esforços da reserva em combater a caça, além do impacto positivo sobre a população de tigres, incentivando, assim, maior apoio e financiamento para as suas iniciativas. Outro exemplo encorajador de como Big Data tem sido usado para empoderar designers e mensurar impactos é o Projeto Danieluma colaboração da Intel com Not Impossible Labs para impressão 3D de um braço protético para um adolescente de 14 anos do SudãoOs dados da Intel contribuíram significativamente para esta solução tecnológica. Assista o vídeo desta iniciativa, que cativou corações e mentes de consumidores em todo o mundo e deu à Intel mais de meio bilhão de visualizações. Um tremendo sucesso. 

Estes e outros exemplos são um bom roteiro para as marcas que buscam reforçar seu papel social utilizando dados inteligentes para guiar seus compromissos estratégicos. Em um mundo onde os consumidores buscam alinhar seus valores pessoais aos da sociedade, marcas com propósitos que mostram através de suas ações, que estes públicos têm direito a um lugar na sociedade, adquirem um novo significado. 

Esperamos ver mais marcas utilizando dados para identificar as causas alinhadas com seu DNAtransformar estes dados em combustível para a inovação social, medir os seus impactos para comemorar o sucesso e identificar erros. Ao longo do caminho, eles serão responsáveis pela construção da confiança do consumidor e pela descoberta de oportunidades que irão sustentar seus negócios no futuro. 

Artigo adaptado de Leslie Pascaud, vice-presidente executivo dAdded Value, uma consultoria de marketing. Originalmente escrito para a Revista Forbes com o apoio de Mahta Emrani.

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Posted on February 9, 2015 and filed under artigos.