QuestionStorming - solucionando problemas com perguntas

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Questionar – definição segundo o dicionário Houaiss
Perguntar, indagar, discutir, contestar, desconcordar
Essa é a base para qualquer inovação

No livro Os mitos da Inovação, o autor Scott Berkun destaca a importância de enquadrar os problemas de maneira criativa. Segundo ele, encontrar o problema correto é tão ou mais importante quanto chegar a uma solução rapidamente. Berkun escreve:

“Descobrir os problemas realmente exige tanto a criatividade como descobrir soluções. Há diversas maneiras de enxergar um problema, e conseguir identificá-lo corretamente muitas vezes é o primeiro passo para chegar a uma solução criativa. 

Parafraseando Melvil Dewey, o inventor do Sistema Decimal Dewey, um problema bem definido é parcialmente um problema resolvido.

Portanto, qualquer que seja o processo de inovação, não deve começar pela busca da solução perfeita, e sim pelo enquadramento do problema correto.

 O livro aponta, além das 5 habilidades, cases de grandes e pequenas empresas com modelos inovadores

O livro aponta, além das 5 habilidades, cases de grandes e pequenas empresas com modelos inovadores

endo isto em mente, fiquei feliz por me deparar com o QuestionStorming - técnica mostrada no livro DNA do Inovador (vide capa ao lado)

Não se trata de um termo novo, apenas pouco difundido. Por volta de 1985, o pesquisador Jon Roland já havia escrito sobre esta técnica, a qual ele chamava de "Questorming ". Seu método ainda está disponível online.

Segundo Jon, o objetivo não é apenas reunir um grupo de pessoas para elencar "soluções" para um "problema" e sim pensar em perguntas bem definidas, bem selecionadas, ou mesmo formulações de problema. De certa forma, o processo flui naturalmente para o brainstorming convencional, onde há um problema já bem delineado a ser resolvido por um determinado grupo.

O QuestionStorming oferece uma abordagem concreta para chegar ao problema certo, por isso é de muito valor num processo de inovação.

A técnica é relativamente simples e pode ser descrita em cinco passos, a saber:

  1. Um grupo de pessoas faz perguntas aleatórias sobre o tema e anota-as uma a uma. É importante não formular uma nova questão até que a anterior tenha sido registrada.
  2. Como em um brainstorming, abstenha-se de julgar, censurar ou discutir as perguntas já coletadas. O objetivo aqui é ter um volume.
  3. Os autores do DNA do Inovador sugerem uma meta de 50 perguntas. Quando esta marca for atingida, você pode encerrar o QuestionStorming.
  4. Agrupe as perguntas por tipos. As mais comuns são:
  5. O que é? - Estas questões se concentram em fatos e como está a situação
  6. O que causou isso? - Estas questões permitem chegar à raiz de um problema
  7. Por quê? Por que não? - Este tipo reflete a lógica por trás de um determinado espaço do problema.
  8. E se? - Estas são as perguntas que apontam para um futuro diferente e moldam a verdadeira inovação.
 Priorize as perguntas e escolha as mais relevantes para discutir e afinar ainda mais.

Priorize as perguntas e escolha as mais relevantes para discutir e afinar ainda mais.

Utilize também um Turnaround

Turnaround é uma solução alternativa, um desvio para resolver um problema complexo.
Muitas vezes esta técnica é utilizada como solução temporária enquanto se trabalha numa solução mais ampla e até mesmo disruptiva.

Fiquem ligados no blog, faremos um artigo específico sobre Turnaround em breve com um case do setor de aviação!

Voltando ao assunto, é importante ter uma amostra bem heterogênea para utilizar o Questionstorm, ou seja, procure escolher aleatoriamente pessoas de diferentes setores e níveis dentro da organização, assim você terá diferentes visões do problema e consequentemente perguntas de maior amplitude.

E lembre-se:

  • Cultivar a curiosidade mantém uma organização viva.
  • Projetos humanos são sempre atos coletivos
  • Não se deve dar respostas sem haver perguntas
  • Inovar é desaprender, estimule a experimentação e novos processos
  • Novas ideias são o resultado natural de um ambiente questionador

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Posted on February 3, 2014 and filed under artigos.