T-Shaped é o perfil dos inovadores na nova economia

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Se você trabalha com Design, Comunicação, Marketing ou Inovação já deve ter notado que de uns tempos para cá existe uma forte tendência em estimular ações colaborativas e de cunho social. Estamos vivendo uma revolução cognitiva, onde a tecnologia é altamente empregada na tentativa de aproximar as pessoas, o cibridismo é uma realidade. Assistimos a chegada e a consolidação das mídias sociais, que reforçaram os laços entre as pessoas e transformam a forma como elas interagem entre si no virtual e no real. Termos novos como Crowdsourcing, Crowdfunding e Crowdlearning surgiram recentemente e já estamos nos familiarizando e incorporando esta nova forma de pensar o coletivo, seja na nossa vida pessoal como no trabalho.

Neste cenário altamente volátil e dinâmico fica evidente que surgiram gaps a serem transpostos pelas empresas e isso exige profissionais cada vez mais antenados e prontos para entregar resultados inovadores. E este é o ponto desta postagem.

As relações entre empresas e profissionais estão em transformação, catalisadas ainda mais pelo momento efervescente que vivemos. Os postos de trabalho não estão mais necessariamente nos escritórios, assim como as equipes, que nem sempre convivem fisicamente para trabalhar em conjunto.

Então como fazer para que os membros da equipe interajam, identifiquem oportunidades e cheguem a soluções criativas e inovadoras para os problemas?  É preciso dar a estes colaboradores autonomia para que possam pensar criativamente, fazer associações, ter o apoio de profissionais de outros setores da organização, observar e testar. Isso mesmo, testar.

O profissional mais indicado para executar estas tarefas precisa ser um questionador nato, um verdadeiro desafiador do status quo, que está disposto a aprender e em certos casos até desaprender para desapegar das soluções óbvias e superficiais. Este é o profissional chamado T-Shaped ou em português, Modelo T.

Não é de hoje que este perfil é conhecido e valorizado. Tim Brown, CEO da IDEO – a mais importante consultoria de design do mundo atual – já fazia referência ao Modelo T no início da década de 1990. Ele buscava profissionais com conhecimento profundo em uma área específica, geralmente técnica como por exemplo engenharia ou arquitetura; mas que também tivessem experiência, ainda que superficial, em outras áreas de conhecimento, como administração, marketing, design, psicologia, etc. Isto permitia que estas pessoas pudessem resolver desafios complexos com autonomia para coordenar equipes multidisciplinares.

Esquematicamente falando os componentes do sistema incluem: o domínio de uma disciplina específica ou o domínio de um sistema, além do conhecimento transdisciplinar usado no sistema, o domínio de sistemas adicionais (como o T cresce), e habilidades que cruzam fronteiras de conhecimentos. No gráfico comparamos o modelo T com os modelos tradicionais de profissionais.

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Futuramente teremos um aumento significativo de equipes multidisciplinares compostas por profissionais com este perfil, visto que na economia global é cada vez maior a demanda por soluções integradas e pela construção de clusters de conhecimento de negócios. Um indício disso é que as universidades já estão atualizando suas grades e programas para fornecer ao mercado profissionais mais completos e prontos para enfrentar os desafios dos modelos de negócios inovadores do futuro. Consequência disso é a melhor adaptabilidade com profissionais de diversos níveis hierárquicos e setores, a formação de equipes multidisciplinares de alto desempenho e a percepção macro dos ambientes produtivos e da cadeia de valor.

A implantação do modelo T nas empresas costuma ser gradual e precisa de uma atenção especial na seleção dos profissionais e organização das equipes, para garantir a sinergia. É fundamental, obviamente, que a empresa já possua um ambiente favorável à inovação e atividades colaborativas, porque este perfil de colaborador necessita de recursos materiais e financeiros para desempenhar bem seu papel e conduzir equipes multidisciplinares otimizadas. Outra coisa importante é que estes profissionais precisam de gestores híbridos, que combinem habilidades de descoberta (estímulo à inovação) com habilidades de entrega (capacidade de tornar comercialmente viável uma inovação).

Em suma, este novo modelo de profissional é parte integrante de um sistema de Gestão do Conhecimento que conduz a Inovação através dos diferentes níveis e setores da organização ajudando a criar, entregar valor e agregar relevância aos produtos e serviços que os consumidores buscam, inclusive aqueles que eles ainda nem conhecem.  

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Posted on February 11, 2014 and filed under artigos.